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Politicos Brasileiros - Artigos News

TRANSPARÊNCIA AINDA QUE TARDIA

Data: 17 Jun 2009 / Autor: cleber antunes / Categoria: Cleber Antunes / Visitas: 467 [comheader] / Comentários: 0[/comheader]

Conforme várias manifestações do professor Antônio Lopes de Sá a deficiência que encontramos nos Tribunais de Contas é a influência que o Executivo e o Legislativo exercem na composição daquelas Casas, quando designam pessoas que fiscalizam suas próprias contas. Para o Mestre da Contabilidade no Brasil e no exterior não se pode “confiar ovelhas a lobos”.
Objetivando combater esse estado de coisa. Principalmente o secular corporativismo da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais cuja indicação sempre volta para os seus apadrinhados. Apadrinhados esses muitas vezes sem qualquer capacidade técnica e até pouco comprometida com a causa pública o contador Alexandre Bossi Queiroz, Doutor em Contabilidade e Finanças pela Universidade de Zaragoza na Espanha, com dezoito anos de experiência naquela Casa, cuja Tese de Doutorado trata exatamente da medição do capital intelectual nos Tribunais de Contas apresenta uma proposta inédita no país.
Contra todos e contra tudo é candidato, uma vez mais ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais nas eleições que irão acontecer ainda no mês de julho do ano de dois mil e nove.
Para Bossi, que reside na capital de nosso Estado, os Tribunais de Contas no Brasil se exibem como uma “Corte de faz-de-conta”, ilhas da fantasia onde políticos conselheiros recebem salários cujas cifras são um delírio e as mordomias são dignas de um marajá, tudo bancado com recursos públicos oriundos dos impostos pagos por cordeiros súditos. Ironicamente, em sua utópica realidade, esses fidalgos pensam, e se convencem, que são guardiões da moralidade. Seus discursos pregam valores éticos e posturas de correção diametralmente opostos às suas práticas. E, como é comum em todas as cortes, esses nobres são cercados de bajuladores, que, como fiéis escudeiros, protegem e adulam suas majestades, em troca de proteção e vantagens, em geral, pecuniárias.
Para o contador candidato, cuja eleição se acontecer será um fato inédito no Brasil, o lógico seria que os Tribunais de Contas atuassem como órgãos técnicos que, em nome do povo, fiscalizam a integridade das administrações públicas. Na realidade, entretanto, a forma como se elegem os representantes para fiscalizar o destino do dinheiro do povo é baseada, quase que exclusivamente, em decisão política, o que contamina todo o processo. Em uma democracia real, a gestão pública deveria ser fiscalizada por tribunais democráticos de contas, composta por membros desvinculados de interesses político-partidários. Enquanto a sociedade civil ficar distante dessa discussão, aceitando sem rechaço um Tribunal de Contas cuja ineficácia é uma constante, nossos soberanos Conselheiros continuarão a tratar os cidadãos como simples vassalos.
Para nós, profissionais da contabilidade de Minas Gerais a eleição do colega Bossi, antes de mais nada representa um reconhecimento, mesmo que tardio que a ciência contábil é verdadeiramente o único e mais confiável instrumento para demonstrar com lisura e clareza as informações relacionadas ao destino correto das verbas públicas de nossa amada terra. (envie para o deputado estadual nas últimas eleições o qual você votou mensagem cobrando a eleição de um contador para o Tribunal de Contas de Minas Gerais.)

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